
Na última sexta-feira (27), a Escola Corporativa Fiocruz, em parceria com a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (Cogepe), deu início às atividades de integração dos novos servidores. Na abertura do evento, os trabalhadores assistiram a um vídeo com depoimentos coletados na posse. Ainda no turno da manhã foram apresentadas informações sobre governança e gestão institucional da Fiocruz.
Na parte da tarde, a ação se desenvolveu em torno do tema da trajetória profissional e das contribuições institucionais dos trabalhadores de diferentes gerações. A integração terá continuidade na próxima segunda-feira (5) com a seguinte programação: desafios do SUS, gestão de pessoas na Fiocruz, diversidade e inclusão e saúde do trabalhador.
Presidente destaca esforço das nomeações
A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, destacou o trabalho realizado por diferentes instâncias institucionais e pelo sindicato que culminou na nomeação dos servidores. “O concurso é um mecanismo que sempre procuramos aperfeiçoar. Quem passa no concurso fica sendo muito aguardado pela instituição. Não é somente uma expectativa legítima de cada um de vocês, mas nós mesmos precisamos efetivamente desse ingresso”, disse a presidente. Nísia falou também dos desafios impostos à instituição, especialmente os relacionados com as emergências sanitárias e os ligados à mudança do perfil da população. “Nós temos atuado na perspectiva de um trabalho interdisciplinar. Essa é uma das nossas forças. Um trabalho que vai da geração de conhecimentos até a entrega de resultados para a sociedade”.
O vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira, apresentou a estrutura de governança da Fundação e destacou que desde 2010 houve a ampliação da força de trabalho por meio de concurso público. “Temos uma renovação intensa nos últimos anos, e a gente tem trabalhado para preservar a memória da Fiocruz, porque é na memória que a gente renova e consagra nosso cotidiano os valores institucionais”, afirmou o vice. Marco Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, centrou sua apresentação na criação da Política de Inovação, que classificou como “um primeiro passo para reorganizar as atividades de inovação” da Fiocruz. O vice explicou também que paralelo à Política, se desenvolveu um conjunto de ações articuladas com os entes da Presidência para ter mecanismos solidários e complementares na capacidade de fomento e indução da atividade do sistema de C&T e inovação.
Marco Menezes, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, expôs um resumo de atividades desenvolvidas no âmbito da Vice-presidência. O vice-presidente destacou algumas ações desenvolvidas no âmbito da VPAAPS, como a 1ª Conferência de Promoção da Saúde, que recebeu mais de 600 trabalhos científicos, classificada por Marco como “um momento de grande mobilização no campus.” Sobre iniciativas futuras, Marco Menezes falou da expectativa em apresentar ainda este ano uma proposta para a Política de Promoção da Saúde e realizar o 1º Encontro de Saúde do Trabalhador. A programação da manhã encerrou com a apresentação da Política de Gestão de Integridade, Riscos e Controles Internos da Fiocruz, apresentada por Simone Borges, assessora da VPGDI.
Trajetórias
A atividade de integração seguiu pela tarde com uma apresentação da coordenadora-geral de gestão de pessoas, Andrea da Luz, e da chefe de gabinete da Cogepe, Lucina Matos, sobre trajetória profissional e ações de preservação da memória institucional centradas na experiência dos trabalhadores. Andrea citou a Roda de Memória, que teve sua primeira edição este ano, na Feira Fiocruz Saudável. A coordenadora destacou ainda pontos do Plano de Carreira da Fiocruz e da Lei 8.112/90 (Regime Jurídico Único). “Nas instituições públicas, os trabalhadores podem ser protagonistas da sua própria trajetória e influenciar as histórias de tantas outras pessoas”, disse Andrea.
Lucina Matos apresentou a proposta de Política de Memória Institucional da Fiocruz, que está em consulta pública até o dia 16/8 e estimulou os presentes a participar. “As pessoas podem contribuir discutindo as diretrizes da política. Alguns elementos da política já estão dados, mas tem um conjunto de outras ações e propostas que podem absorver contribuições”.
A integração terminou com uma entrevista enfocando a trajetória de dois profissionais da Fiocruz. Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de vigilância em saúde e laboratórios de referência, foi entrevistado por Vanessa Mignone, técnica do IOC. Depois, Eduarda Cesse, coordenadora-geral adjunta de educação da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, entrevistou Priscila Ferraz Soares, vice-diretora de gestão e mercado de Bio-Manguinhos e aprovada no concurso de 2016 para o cargo de pesquisadora.
Novos aprovam iniciativa
A técnica em saúde pública Gabriella Novaes disse que a adaptação à instituição tem sido positiva e com uma boa recepção dos colegas do IFF, unidade em que está lotada e que já tinha um contato anterior, quando estudante de pós-graduação. Gabriella define seu ingresso na Fiocruz como a realização de um sonho, renovado sempre que passava pela Avenida Brasil e via o Castelo. Jaime Abrantes, técnico em saúde pública no Departamento de Ciências Biológicas da ENSP, falou do tempo de espera de quase três anos e classificou como um presente o seu ingresso na Fiocruz.
Nem só para novos servidores foi a integração, como é o caso de Marcelo Brandão, pesquisador em saúde pública de Bio-Manguinhos. Ele trabalhou anteriormente como técnico em saúde pública, aprovado no concurso de 2006. Mesmo estando há muitos anos na instituição, Marcelo achava importante participar da integração neste novo momento e cenário. O pesquisador destacou a relevância dos temas abordados, que segundo ele, podem ajudar a entender as complexidades da instituição.